Desvendando os caminhos da aprendizagem remota: uma jornada da EaD ao eLearning

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No ano de 2005, tive a oportunidade de cursar uma Pós-graduação em Educação a Distância na Universidade Católica do Distrito Federal. Inicialmente, participei de uma semana de ambientação presencial, seguida por atividades curriculares realizadas na plataforma Moodle. Posteriormente, finalizei o curso com a defesa da minha tese em uma sessão presencial. Antes dessa experiência, já tinha alguma familiaridade com cursos profissionalizantes, nos quais as atividades eram enviadas via correio, ou com a chamada teleducação por meio do Telecurso. mas, com certeza, essa pós-graduação é o início formal da minha jornada na EaD.

O ensino a distância no Brasil tem uma história que remonta ao início do século XX. No entanto, foi somente em 1966 que a legislação reconheceu oficialmente o EAD como uma das modalidades de ensino presentes no país. Desde então, o ensino a distância tem evoluído de forma significativa, desempenhando um papel fundamental no acesso à educação em diversos níveis, mas sempre enfrentando desconfianças e preconceitos. E eu, inserida neste contexto, apesar dos preconceitos, busquei continuamente aprimorar meus conhecimentos por meio da EaD. Desse modo, desenvolvi uma compreensão um pouco mais apurada, mesmo antes de iniciar estre mestrado e, em termos gerais, compreendo que a Educação a Distância (EaD) é um método de ensino que possibilita a aprendizagem fora do ambiente tradicional de sala de aula. Ela utiliza tecnologias de comunicação, como material impresso, correspondência por correio, transmissões por rádio ou televisão, e, mais recentemente, plataformas online interativas, para oferecer materiais de estudo, interação entre professores e alunos, bem como atividades de avaliação, tudo isso de forma remota.

Queria dar continuidade aos meus estudos, mas no Brasil, apesar de estar previsto na legislação, com a aprovação pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Capes em dezembro de 2018, e posterior regulamentação por meio da Portaria nº 90, de 24 de abril de 2019, o mestrado na modalidade totalmente a distância ainda não foi implementado. Atualmente, existem apenas alguns mestrados profissionais híbridos que exigem encontros presenciais a cada semana em polos muito específicos e com um número muito limitado de vagas, então, foi nesse contexto que “descobri” o Mestrado em Pedagogia do eLearning, ofertado pela Universidade Aberta de Portugal e encontrei uma possibilidade de dar continuidade à minha jornada de aprendizagem.

Inicialmente, encarei essa formação em EaD como qualquer outra, porém, ao longo da Semana de Ambientação da 16ª edição e do 2º semestre do curso, pude compreender mais a fundo que o eLearning, ou aprendizado eletrônico, é uma forma específica de Educação a Distância (EaD). Embora a Educação a Distância (EaD) e o eLearning (aprendizado eletrônico) estejam interligados, representam abordagens distintas para o ensino e a aprendizagem remota.

Compreendi que a Educação a Distância (EaD) engloba uma ampla variedade de contextos tecnológicos. Assim, ao longo do tempo, seu desenvolvimento se desdobra em diferentes fases que espelham a evolução das tecnologias de comunicação. Em outras palavras, EaD é um termo abrangente que inclui todos os métodos de ensino remoto, enquanto o eLearning se destaca como uma modalidade específica de EaD que se concentra no uso de tecnologias digitais para criar uma experiência de aprendizagem interativa e personalizada.

Essa narrativa demonstra que eu já possuía experiência em EaD, antes de iniciar este mestrado, mas demonstra também que minha percepção sobre o eLearning foi significativamente transformada. Hoje compreendo melhor as particularidades do eLearning e o papel fundamental que desempenha tanto para estudantes quanto para educadores, permitindo a rápida transmissão e atualização de informações. Além disso, facilita a criação de comunidades virtuais de aprendizagem, possibilitando a comunicação individual ou em grupo, bem como um acesso mais flexível a materiais educacionais. O que, por sua vez, promove a autoaprendizagem, colocando o indivíduo no centro de sua própria jornada de conhecimento. Essa abordagem interativa e centrada no aluno tem sido fundamental para o desenvolvimento contínuo e a evolução da educação moderna, impulsionando a inovação educacional e a acessibilidade global ao conhecimento.

Folder produzido por Sônia Cotrim no Canva, contendo características da EaD e do eLearning.

Considerando a Educação a Distância (EaD) e o eLearning, poderia mencionar vários especialistas, em diversos países, mas considero oportuno mencionar duas mulheres, cujas contribuições têm sido de suma importância para o progresso e a disseminação dessa modalidade educacional em Língua Portuguesa. Uma atuante no Brasil (Andrea Filatro) e a outra, em Portugal (Lina Morgado), desempenham papel fundamental na promoção e na consolidação desses conceitos, capacitando professores para a implementação eficaz de metodologias relacionadas a essa forma de ensino. Seus esforços têm desempenhado um papel decisivo na evolução e no fortalecimento contínuo do cenário da Educação a Distância, impactando positivamente o campo da educação em seus países de origem. 

Essa postagem fica por aqui, mas deixo o convite para que você também se aprofunde mais nesse assunto. Aproveite os vários links disponíveis no texto e desvende os caminhos da aprendizagem remota!


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